Biografia celebra os 60 anos de ofício de Mestre Chico Belo no artesanato em couro

Obra escrita por Thyago Santos de Freitas destaca os 60 anos de artesanato em couro no Ceará e reforça a valorização da cultura popular, da memória e dos saberes tradicionais no interior do estado


Nos Sertões de Canindé, onde a cultura se mantém viva na força da tradição e na memória do povo, a trajetória de um dos maiores nomes do artesanato em couro do Ceará ganha ainda mais reconhecimento com a biografia “Mestre Chico Belo: 60 anos de artesanato em couro no Ceará”. Escrita por Thyago Santos de Freitas e realizada pelo Instituto Mestre Chico Belo, a publicação vem se consolidando como uma das iniciativas mais relevantes de valorização da cultura popular cearense no interior do estado.

Lançada oficialmente em 16 de novembro de 2025, na Caixa Cultural Fortaleza, a obra marcou o encerramento da exposição “60 anos de ofício do Mestre Chico Belo”. O momento reuniu mestres da cultura, artistas, gestores, estudantes e admiradores da arte do couro, transformando o lançamento em uma celebração marcada por reconhecimento, emoção e valorização de uma trajetória construída com trabalho, resistência e compromisso com a identidade cultural do Ceará.

“Eu nunca imaginei que a minha história fosse virar um livro. Tudo que eu fiz foi trabalhar com amor, aprendendo e ensinando. Ver isso registrado é uma alegria muito grande, porque agora fica para as futuras gerações”, afirmou Mestre Chico Belo, durante o lançamento.







Biografia reforça memória e preservação dos saberes do couro

Com 88 páginas, a publicação percorre seis décadas de dedicação ao ofício do couro, apresentando não apenas técnicas e processos artesanais, mas também histórias de aprendizado, resistência e transmissão de saberes entre gerações. A obra evidencia a importância de registrar a vida de mestres que ajudam a sustentar a identidade cultural do povo sertanejo.

Para o autor Thyago Santos de Freitas, a biografia nasce como um compromisso com a memória e com o reconhecimento dos protagonistas da cultura viva no Ceará.

“Escrever essa biografia foi, antes de tudo, um ato de escuta e respeito. Mestre Chico Belo não é só um artesão, ele é um guardião de saberes. Registrar sua trajetória é garantir que essa história continue viva, inspirando outras pessoas e fortalecendo a nossa identidade cultural”, destacou.


Livro circula por municípios e amplia valorização do artesanato nos Sertões de Canindé

Após o lançamento, o projeto ampliou seu alcance com a circulação da obra nos municípios de Caridade, Itatira, Canindé e Paramoti, chegando a escolas, bibliotecas, pontos de cultura e espaços comunitários. A ação tem fortalecido o acesso à leitura e ampliado o reconhecimento do artesanato em couro como expressão de patrimônio cultural e identidade regional.






Na Biblioteca Comunitária e Ponto de Cultura Casa das Artes, em Canindé, a chegada do livro foi celebrada como um importante reforço ao acervo local e à formação cultural de jovens e leitores da comunidade.

“É uma obra que dialoga diretamente com a nossa realidade. Aqui temos muitos jovens que ainda não conhecem profundamente a riqueza da cultura do couro. Esse livro chega como um instrumento de formação e pertencimento”, destacou uma das representantes do espaço

Em Itatira, no Ponto de Cultura Boi Catingueiro, a repercussão também foi positiva, com destaque para a importância de tornar acessível à comunidade a história de um mestre que representa a força dos saberes populares do sertão.

A biografia de Mestre Chico Belo reafirma a importância de preservar trajetórias que ajudam a contar a história do Ceará profundo, onde o couro, as mãos do artesão e a tradição se unem como marcas vivas de resistência cultural. Mais do que registrar uma vida dedicada ao ofício, a obra se firma como instrumento de valorização da memória, da educação patrimonial e do reconhecimento dos mestres da cultura nos Sertões de Canindé.

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