Gruta Casa de Pedra vira cenário de videodança que valoriza memória de Itatira

 

Contemplado pela Lei Paulo Gustavo, projeto “Casa de Pedra: Memórias do Silêncio” une dança, audiovisual e patrimônio natural no Assentamento Umarizeira


A Gruta Casa de Pedra, localizada no Assentamento Umarizeira, em Itatira, tornou-se espaço de criação artística e valorização da memória local por meio da videodança “Casa de Pedra: Memórias do Silêncio”.

A produção aproxima dança e audiovisual para estabelecer um diálogo entre corpo, paisagem, comunidade e patrimônio natural. A partir dos movimentos dos participantes em meio à gruta, a obra propõe um novo olhar sobre o espaço e sobre as relações culturais construídas em torno dele.

O projeto tem como proponente Alison Mariano da Silva e foi contemplado no Edital de Apoio ao Audiovisual Cearense — Produções, na categoria Videodança, com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará). O incentivo possibilitou a realização e circulação da obra, além da inclusão de recursos de acessibilidade.

Corpo e paisagem constroem a narrativa

Na produção, a Gruta Casa de Pedra deixa de ser apenas cenário e passa a integrar a própria construção artística.

Movimentos, pausas e a relação dos corpos com os elementos naturais ajudam a construir uma narrativa que conecta dança e território. Dessa forma, o projeto utiliza referências existentes na própria comunidade para produzir uma obra audiovisual ligada à identidade local.

A realização também reuniu diferentes áreas do processo criativo, envolvendo interpretação, coreografia, produção, captação e edição.

O resultado transforma a experiência corporal em uma obra audiovisual capaz de circular para além de Itatira e apresentar a novos públicos uma paisagem que integra as memórias da comunidade de Umarizeira.

Arte ajuda a preservar memórias

Um dos principais eixos de “Casa de Pedra: Memórias do Silêncio” é a valorização da relação entre comunidade e território.

Ao registrar artisticamente a gruta, a videodança contribui para manter sua imagem e suas referências em circulação, despertando o interesse pelas histórias e pelos vínculos construídos em torno daquele espaço.

A proposta também incorpora uma dimensão ambiental. Ao apresentar a Casa de Pedra como patrimônio natural relacionado à vida comunitária, a obra estimula um olhar de respeito, reconhecimento e cuidado com a paisagem.



Fomento fortalece produção cultural no interior

A realização da videodança também evidencia a importância das políticas de fomento à cultura no interior do Ceará.

Os recursos disponibilizados pela Secult Ceará, por meio da Lei Paulo Gustavo, permitiram financiar etapas artísticas e técnicas da produção e possibilitaram que uma proposta surgida a partir das referências de Itatira fosse transformada em uma obra audiovisual.

Para a equipe, o apoio público foi fundamental para concretizar o projeto e ampliar sua circulação.

A experiência demonstra ainda como investimentos culturais podem estimular artistas e produtores a desenvolver trabalhos conectados às memórias, paisagens e identidades de seus próprios territórios.



Videodança conta com Libras e audiodescrição

A produção também investiu em acessibilidade, disponibilizando recursos de Libras e audiodescrição para ampliar o acesso de pessoas surdas, cegas ou com baixa visão.

A estratégia de circulação utiliza plataformas como Facebook, Instagram, YouTube e WhatsApp. Além disso, o vídeo permanece disponível no YouTube após a conclusão do projeto.

Com isso, “Casa de Pedra: Memórias do Silêncio” ultrapassa o período de execução da iniciativa e deixa para Itatira um registro artístico que conecta dança, memória, comunidade e patrimônio natural.

Ao transformar a Gruta Casa de Pedra em espaço de expressão e criação, a obra também contribui para que as referências culturais e ambientais de Umarizeira continuem sendo conhecidas, compartilhadas e valorizadas.






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